"Dance like no one is watching, love like you'll never be hurt, sing like no one is listening, and live like it's heaven on earth."- William Purkey
26
Mar 13
publicado por Muito Mais Branco, às 17:34link do post | comentar

 

Call centers - qualquer um! Ainda conseguem ser piores que a esfinge paneleira com óculos das finanças! Há dois tipos de call centers: os que ligam para nos vender qualquer coisa e os que somos nós a ligar (porque já compramos qualquer coisa).

No primeiro caso ainda a coisa é pacífica, ligam, eu atendo, percebo que me querem chular, calmamente digo «um momento», poso o telemovel na secretária e continuo a trabalhar tranquila. Geralmente quando me lembro do telemóvel já desligaram... na boa - pacifico.

No segundo caso é de loucos! Aconteceu no outro dia ter ficado sem internet e tive que ligar para a PT, ligo, atende o gravador onde somos 'obrigados' a ouvir as 9 opções (prima 1 para facturação, prima 2 para aumento de banda, (...) prima 9 para avarias), ok o meu problema deve ser avarias - penso eu - (os outros não tinham nada a ver) e lá primo o 9, oiço o gravador dizer «digite o numero que está avariado», eu digito o numero, espero 2 minutos e oiço uma gravação que diz que o numero inserido não tem nenhuma avaria e eis que a chamada acaba.

Volto à estaca zero e volto a ligar para o único numero geral, volto a ouvir as opções todas e no fim a gravação diz para eu aguardar em linha que vão passar aos serviços de atendimento. Entre o fim da gravação e o atendimento passam cerca de 10 minutos. Finalmente atende o parasita do outro lado e é quando a coisa deixa de ser relativamente pacifica e passa para a esfera da irritação... As tantas percebemos que o energúmeno não nos está a ouvir, e está antes a ler o texto que aparece no monitor dele.

O nosso nível de irritação começa a subir em flecha, primeiro por não conseguirmos passar a informação a um sacana que até para ler tem dificuldades, e sobretudo por não conseguirmos resolver o problema inicial (de estarmos sem net), damo-nos conta que a nossa irritação não está a afectar a aberração, alias o nosso nível de irritação é inversamente proporcional ao nível de tranquilidade da besta.

Seria cómico se não fosse trágico, ouvi-los repetidamente e com a mesma voz simpática, imunes ao nosso desespero, que a situação vai ficar resolvida em breve... Pergunto «breve???? breve quando???» e lá vem a voz zen e simpática da abetarda a repetir a mesma lenga lenga e no mesmo tom paciente «a situação vai ficar resolvida em breve minha senhora. A PT Comunicações agradece o seu telefonema, gostaria de colocar mais alguma questão?» esta frase engalinha-me, a irritação está ao rubro... desde quando é que se colocam questões???? Faz-se uma pergunta, ok... mas colocar uma questão??? Colocar onde? No frigorífico? Porque raio é que hoje em dia qualquer abetarda com olhos se julga a última Coca-Cola do deserto e enche o peito para dizer «deseja colocar mais alguma questão?»

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22
Mar 13
publicado por Muito Mais Branco, às 15:07link do post | comentar

O efeito BOOMERANG ;)

OU What goes around comes around! OU ainda: Cá se fazem cá se pagam!

Este tipo de know how devia simplesmente existir em cada ser humano, tal como o ar que respiramos: é gratis e precisamos dele para viver!

Quando conheço alguem que me pergunta qual o meu signo eu respondo que sou escorpião ascendente escorpião (nem sei o que quer dizer ascendente em linguagem de signos, mas sei que sou isso, seja lá o que 'isso' for) e reparo que há sempre um reacção mais marcada ao meu signo, do que aos outros signos. É comum haver uma reacção do genero 'hummmm tu és daquelas vingativas...' há uma mistura de curiosidade e receio: afinal é do senso comum que o escorpião tem uma natureza vingativa. Eu até acho piada as pessoas olharem para mim com aquele olhar de 'será que ela é vingativa?' e depois isto dá sempre pano para mangas, é um excelente desbloqueador de conversas....

Não me considero uma pessoa vingativa, essa característica do escorpião em mim não se aplica... massssss nem sempre fui assim.... quando era mais nova achava-me altamente vingativa, era essa a noção que tinha de mim, e como não agia nesse sentido (de vingança) acalmava a minha 'falsa' identidade com pensamentos do género «a vingança é um prato que se come frio» e lá se iam passando dias, semanas e meses até que me esquecia da razão que me motivou para a tal vingança.... e com o passar do tempo as coisas parecem menos importantes, e o sentimento mau de vingança desvanece.... até que me apercebi que eu não era o típico escorpião, não era nada vingativa, I couldn't hold a grudge, sobretudo porque me esquecia, porque a minha memória selectiva não guardava nenhuma informação no meu cérebro que implicasse o ressentimento relativamente a alguém; bom sem magoa e sem ressentimento não pode haver vingança.... tive um choque, foi brutal pois tive uma 'crise de identidade' e comecei a perceber que afinal não me conhecia tão bem quanto pensava, assustei-me: afinal who am I???

Fui fazer psicanalise, sim isso mesmo: eu deitada num divã, a desbobinar o que me passasse pela cabeça a um psicanalista «freudiano» a quem pagava para me ouvir.... fui com o objectivo de me conhecer... parece meio estupido: pagar a alguém para te ouvir para que TU concluas quem TU és.... fónix.... parece facil... pois é, mas não é.... tive lá 3 anos: give or take cerca de 300 sessões de 60 minutos: 18 mil minutos de psicanalise, parece muito... pois é, mas não é.... deixei de ir porque passei a ter outras prioridades e não por considerar que já me conhecia perfeitamente bem.

Acontece que somehow, nestes 18 mil minutos de trabalho (sim foi mesmo trabalhoso) consegui conhecer-me melhor. Uma das coisas que percebi é que o tal 'efeito boomerang' que devia existir em cada ser humano, sempre existiu em mim: nasci assim, fazer o quê??? Então o que percebi (que foi life changing) é que tudo o que fazemos de bom ou de mal volta para nós. Parece uma conclusão óbvia, mas não é... porque como em tudo na vida, é necessário perceber como funciona este 'efeito boomerang' e não é assim tão obvio:

These are the rules:

1. Não se pode estar à espera.
2. Não se pode ignorar, tem que se agir.

Não se pode agir bem só pela espera de recompensa futura (age-se bem porque sim, mas não para esperarmos que o bem volte para nós), ou seja, fazer o bem de forma altruísta e desinteressada. Se eu dou um presente a uma amiga, não posso ficar à espera que ela me dê um a mim também: it doesn't work that way... eu dou porque gosto de dar. A ideia é a pessoa dar (ou agir/ou ajudar) sem esperar nada de volta, mas que seja genuíno pois só se for genuíno é que volta para nós (através doutras mãos, de outras pessoas, de outras formas) e volta para nós na proporção do que demos e equivalente ao bem que praticamos; ou seja eu dou uma esmola de 5 euros a um pobrezinho, não significa que me vão dar a mim 5 euros um dia, apenas sei que o valor que os 5 euros representa para o pobrezinho virá para mim um dia, ou nesta vida ou noutra tanto faz, e poderá vir sob outra forma que não em dinheiro mas que equivale ao valor que esses 5 euros tiveram para o pedinte. You see my point?

Outra regra é não se pode ignorar o que nos é oferecido: se a vida nos dá limões TEMOS que agarrar neles e fazer limonada... não vale a pena ficarmos à espera das laranjas (ou do vodka) se a vida te dá (de mão beijada) os limões agarra neles e faz qualquer coisa deles enquanto estiverem maduros.... Se a pessoa ignorar o universo deixa de dar! É como em tudo: se eu ofereço todos os dias um café a uma colega e ela nunca aceita eu às tantas deixo de oferecer... Se o universo te dá, agarra, faz qualquer coisa...se não deixa de te dar….

Finalmente a vingança não faz sentido porque o efeito boomerang funciona para o bem E para o mal: se eu magoar alguém (propositadamente) vou ter a mesma magoa someday. Pode vir de outra forma de outra pessoa, ou de outra situação mas irei sentir a mesma dor na mesma proporção e equivalente ao que provoquei na outra pessoa.

É lógico que a pessoa tem de estar consciente: se eu magoar inconscientemente outra vou ter sinais que não posso ignorar para passar a estar consciente do que fiz, neste sentido é sempre preciso agir, não vale pensar «ok, magoei a pessoa X há 10 anos e só hj tenho consciência disso, já não vale a pena fazer nada...» vale sempre a pena, desde que ajamos genuinamente sobre a nossa consciência.

É isso.... tive que reler para ver se fazia sentido...

Keep smiling ;)


15
Mar 13
publicado por Muito Mais Branco, às 12:41link do post | comentar

 

Há dias que de manhã, uma pessoa à tarde, não devia sair de casa à noite!

 

Felizmente há outros dias em que acordo, antes do telemóvel tocar, e me sinto uma verdadeira privilegiada por ficar uns minutinhos extra na autentica ronha. Espreguiço-me, medito, dou festas ao Nicolau (que é o gato que dorme comigo – no sentido literal do termo), até sair da cama e iniciar o meu dia. Nestes dias, que (sorte a minha) são a maior parte deles, parece que tudo flui.

 

Se tenho sono e vontade de ficar na cama, tenho a sorte de ter que me levantar porque tenho alguma coisa para fazer (na vida); se está sol e o dia está bonito, é uma alegria, se está a chover melhor ainda: é sinal que pelo menos por falta de água o país não se vai queixar; se apanho trânsito na A5 é porque faço parte de um grupo, muito restrito no mundo, que tem um carro, e sobretudo possibilidades de o manter, se por outro lado vou de comboio, ou metro não apanho transito e poupo no gasóleo. Se chego ao escritório e tenho toneladas de trabalho é sinal que alguém confia nas minhas capacidades, se não tenho, é uma oportunidade para pesquisar assuntos interessantes na net.

 

Há dias em que até ligar para o ‘serviço de apoio ao cliente’ é gratificante, apesar de estarmos 10 horas e mais 6 meses à espera que nos atendam, somos saudados várias vezes com a frase: ‘a sua chamada é importante para nós, por favor aguarde’ o que só faz bem à auto-estima, a nossa chamada é importante caraças! Não acham? Ou quando andamos de autocarro e lemos ‘cuidado com o degrau’ é sempre simpático haver quem se tenha lembrado de escrever estes avisos calorosos e amáveis para poupar-nos da triste figura de nos espalharmos no degrau do autocarro… Há também, para quem o estrelado é importante, a famosa: ‘sorria está a ser filmado’, se não fosse esta camara (oculta) há muita gente que não tinha a sorte de ser filmada. Também gosto, especialmente às segundas, quando atesto o carro na Galp e oiço ‘obrigado por escolher a Galp, tenha um dia positivo’, há quem me deseje um dia positivo, uau… I’m a lucky girl!

 

Se estas pequenas coisas do dia-a-dia não te põem bem-disposto, e ainda assim és daqueles que refila porque a crise se instalou e o desemprego vai aumentar, e há trânsito na cidade e é um inferno estacionar o carro e há bichas nas finanças e primeiro que um gajo seja atendido muda o ministro e os filhos da pu%& dos administradores do BNU encheram os bolsos à conta dos nossos impostos e a sogra e os filhos só dão trabalho porque ou estão velhos para trabalhar e só refilam ou ainda muito novos e só gastam….

 

Se és do género queixoso, porque tens que tratar dos filhos, da sogra, da tia velha que não tem onde cair morta, se dizes mal do mundo porque o PM é um ladrão, ou se não era, passa a ser porque os impostos aumentaram e por isso tens menos dinheiro e é o cabr#$& do estado, aquela coisa vinda do demo, que te anda a lixar a vida, e ainda por cima tens um monte de facturas para arquivar e pior, inserir na efactura, coisa que inventaram só para dar trabalho, e os tipos do banco só te chateiam com telefonemas a horas impróprias para te venderem aplicações a dinheiros que tu nem sequer tens, e depois a criança do meio acorda com o choro do mais novo e instala-se o caos nocturno na tua casa, não pregas olho e no dia seguinte vais meio zombie e com umas olheiras até aos joelhos para uma reunião com o conselho de administração para discutirem a redução salarial, entretanto os putos mais velhos decidem fazer uma rave quando vais de fim de semana e quando voltas só te resta meia casa, se tudo mas tudo mesmo te corre mal:

 

COMPRA UMA VACA!

 

Sim, é isso mesmo, compra uma VACA. Tipo pet. Dá-lhe um nome e tudo. Depois cuida da vaca, dá-lhe de comer, tira-lhe as carraças, limpa-lhe as bostas, habitua-te ao animal a andar pelo meio da sala, à sogra a gritar, aos putos a tentar tirar-lhe leite que esguicha por toda a casa, os sofás ficam encardidos, decides ir pastar a vaca, sais com ela, dás uma volta ao burgo, voltas para casa, a sogra grita, os putos correm atrás da vaca, a vaca cheira mal, a casa cheira mal, tu cheiras mal. É isso.... cuida da vaca ai uns 15 dias, vá um mês….

 

... e depois se ainda assim a vida se apresentar cinzenta e o desespero for de tal forma gigantesco que começas a entrar em depressão profunda, eu tenho a solução: VENDE A VACA!

 

É isso vende a VACA e vais ter uma sensação de alivio misturada com uma felicidade interior imensurável, passas a jogar cartas com a sogra querida, que é um amor porque até toma conta das crianças, vais beber um chá com a tia que afinal até é uma porreira, até vais ao zoo com os putos (mas sem passarem pela quintinha do zoo, não vá passares por uma vaca que te provoque angustias, neuras, bad feelings e essas cenas)

 

Depois do episódio da VACA estabelece-se o NIRVANA, e o ‘sorria está a ser filmado’ ou a ‘a sua chamada é importante para nós, por favor aguarde’ vão ser musica para os teus ouvidos, MUSICA!


14
Mar 13
publicado por Muito Mais Branco, às 19:55link do post | comentar

 

Ai que saudades que eu tenho de vir práqui soltar a língua!!!!

 

Num destes dias vinha eu no carro com a minha Xizinha, a aproveitar aquele momento a duas, enquanto tentava não sair da minha faixa de condução, ia olhando para trás para falar com ela. Como o tempo anda escasso, aproveitava para lhe proporcionar alguma sabedoria profunda e supostamente útil (achava eu) para o futuro dela como pessoa e sobretudo para o relacionamento dela com os seus pares, sabedoria essa que só mãe sabe que tem que passar mas que filha querida ignora, mãe sente que falha porque não passa a mensagem tal como vê nos filmes, em que o sol brilha, o tempo não passa, nunca se está atrasada, os filhos são mega queridos e compreensíveis e percebem logo tudo à primeira, e a vida corre bem, antes, back to my reality, a minha viagem de carro passa-se a “correr”, pé a fundo no acelerador, entre a escola e casa, onde em 5 minutos tento dedicar-me a dar um sermão (sim é esta a palavra correcta) à Xis sobre como ela deveria agir com as amiguinhas….

 

Eu (olhava-a pelo espelho retrovisor): Francisquinha, sabes que não deves ser tão arrogante com as tuas amigas…

 

Ela (ainda não percebeu que era sermão): o que é arrogante?

 

Eu (cheia de paciência e boas intenções): querida, arrogante é achares-te superior aos outros e por isso achas que podes tratar mal as tuas amigas, não és minimamente humilde, e tens que ter em atenção à forma como dizes as coisas, és arrogante, respondona, pispirreta, achas que tens sempre razão blá blá blá blá blá….and so on….nisto ia olhando pelo espelho para ver se ela estava a tomar atenção e estava, UAU pensei eu, está a ouvir-me, este discurso está a ser produtivo, vou continuar….tens que ter cuidado na forma como falas com as tuas amigas


Ela (interrompe-me): óh mãe, não consegues dizer-me nada de bom???


AI!!! OMG! Estou a ir longe demais, já meti os pés! Esborrachei-lhe a auto-estima, será que é irreversível? Ela, coitada, está despedaçada, pode até ficar traumatizada, e agora? Como faço para dar a volta? Ai! Pensa Pensa Pensa!

 

Eu (com os olhos focados nela – who cares about driving when your daughter is about to be traumatized forever?): CLARO QUE SIM! Tu és altamente sociável, tens um coração do tamanho do mundo, falas com toda a gente, és super inteligente  

 

Ela (interrompe-me):…sim e sou gira, canto bem, danço bem, sou simpática, tenho jeito para contar histórias, sei pintar-me, faço poemas giros

 

Éh lá! PÁRA TUDO! E eu a pensar que tinha metido os pés! Caramba! Nunca vi ninguém com tamanha auto-estima! Medo…. é isso, muito Medo!


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