"Dance like no one is watching, love like you'll never be hurt, sing like no one is listening, and live like it's heaven on earth."- William Purkey
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Mar 11
publicado por Muito Mais Branco, às 17:15link do post | comentar

 

Serei só eu a achar? Ou será que há mais quem ache que o Facebook é público?

 

Público, restringido (obviamente) aos amigos que se tem e às definições de privacidade que se registou. Certo? Portanto se alguém puser uma foto no mural e eu vir essa mesma foto, é porque não me estão a esconder nada, certo? Ou por outra, se alguém escrever coisas no status tipo ‘recovering mode’ ou ‘life is a bitch’ ou ‘há pessoas que me surpreendem pela negativa, é mesmo uma grande decepção’ é porque querem ser lidas, certo?

 

E quem lê pode (ou não) comentar…certo? Não creio que alguém ponha alguma coisa no status que não queira que mais ninguém leia ou comente. Será possível alguém achar que uma ‘conversa’ mantida entre o seu status do FB e o comentário de outra pessoa seja uma conversa privada entre as duas? Não é possível, pois não? Pois enganam-se e é por isso que a vida é um show e as pessoas não param de me surpreender, people truly amuse me….

 

Um grande bem haja às pessoas que acham que a vida não passa do where is wally versão tutorial, e que tentam fazer puzzles com os corn-flakes. Essas pessoas tornam o meu dia a dia mais preenchido e dão-me motivos para escrever! Muito agradecida….

 

Já agora esclareço: o que se escreve no mural é lido por todos por isso se querem manter privacidade do assunto, façam-no através de (por exemplo) uma mensagem.


publicado por Muito Mais Branco, às 16:11link do post | comentar | ver comentários (1)


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Aos meus futuros comentadores anónimos, pois ainda não tenho nenhum, mas gostava muito, adorava ter aqueles anónimos que escrevem coisas irritantes para depois a pessoa ter matéria para cascar neles. Faltam-me esses anónimos, mas tenho outros, ou outras, bem identificadas que me dão matéria para blogar. Um grande bem haja a essas pessoas!

 

Precisamente por me entrarem pela vista, diariamente, pessoas, não anónimas, que me dão inspiração para escrever, eu fico-lhes grata, muito grata. Acho muito engraçado observa-las, como são ocas, fúteis e frívolas, faltam-lhes substrato, e tornam-se fáceis demais de interpretar. Fáceis de ler. Fácies de conhecer e de vomitar logo a seguir. Há políticos assim também, mas não tenho tamanha proximidade deles para me darem a tal inspiração necessária para escrever. Na realidade elas (pessoas ocas, fúteis, frívolas e sem substrato) gostariam de conseguir ser mesmo falsas. Esforçam-se. Mas, talvez por serem vazias, são tão facilmente descodificadas que nem dá pica. É como aqueles ‘where is wally’ nível 1, ou tutorial, em que em menos de um piscar de olhos já demos com o wally. Não dá pica. Mas fazer o quê? É o que temos….e já dizia o outro ‘se te dão limões, faz limonada’ ora a mim dão-me ocas supérfluas e sem substrato, vou fazer o quê?

 

Devo confessar que acho alguma graça. Apesar do nível ser o do tutorial, acabo por achar piada. Por exemplo ouvir alguém a sussurrar uma música que está a dar na rádio é suposto querer dizer que se está feliz, contente, bem-disposta, que se está de bem com a vida… ou então não… se estivermos a falar das tais pessoas ocas, vazias, frívolas e fúteis, ao nível do tutorial, quer dizer que se quer dar essa impressão, quer parecer-se estar feliz, alegre. É essa a mensagem que se quer passar, ao sussurrar as músicas da rádio. Mas quando nunca (em 5 anos) se sussurrou NADA, começa a suar estranho. É aqui que entra a minha observação curiosa, e percebo rapidamente, que a falta de substrato é reveladora dum certo encantamento, parece que se quer enganar alguém, mas até tem a sua graça, porque o efeito que se pretende passar sai completamente ao lado. Sai furado. Chega a ser ternurento observar uma adulta a tentar fingir que está feliz através do sussurro musical.

É como o Wally, a tentar passar despercebido com a sua camisola das riscas vermelhas (ou antes, encarnadas, pois falo duma wanna be queque), no meio da praia vazia. É obvio que todos o vêem.

 

É engraçado, nestes casos, fingir que não se percebe e fazer um dueto. Depois, ao sussurrar a melodia, com uma suavidade superior e com aquela doçura cândida, como se estivéssemos, nós também, de bem com a vida e transmitimos uma alegria contida, uma alegria angelical, inocente, pura, aí olha-se a criatura de frente: olhos nos olhos e eis que se calou de imediato, assustada e surpreendida com a reacção de quem era suposto ficar calado, mas que, como não queria incomodar apenas sussurrou a melodia em conjunto.

 

É como o Wally estar na praia e alguém passar ao lado com uma camisola igual. Aí é que começa a confusão. Já não se percebe quem é que se quer enganar… É giro perceber estas coisas e encontrar o Wally no meio da pequena multidão da cabeça de um adulto. É giro sim senhora.

 

Agora vou sussurrar aquela musica dos Gun que é mais ou menos assim ‘I hate the rain and sunny weather and I hate everything about you…’ 

 


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