"Dance like no one is watching, love like you'll never be hurt, sing like no one is listening, and live like it's heaven on earth."- William Purkey
30
Jun 10
publicado por Muito Mais Branco, às 11:25link do post | comentar

 

Este texto não foi escrito por mim, mas como é hilariante resolvi partilhar. Um bem haja a quem o escreveu pois está de MORRER a rir!!!!

 

Explicação de sinistro

 

(explicação de um operário português sinistrado, à companhia seguradora, que estranhou a forma como o acidente ocorreu. trata-se de um caso verídico, cuja transcrição abaixo foi obtida através de cópia de arquivo da própria seguradora.)

 

o caso foi julgado no tribunal de justiça da comarca de cascais.

 

o português explica detalhadamente como aconteceu o acidente ao júri de cascais:

 


Exmos. Senhores,

 

Em resposta ao pedido de informação adicional, informo: no quesito nº 3, da participação de sinistro, mencionei "tentando fazer o trabalho sozinho" como causa do meu acidente. disseram-me em vossa carta que deveria dar uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero que os detalhes abaixo sejam suficientes.

 

Sou assentador de tijolos. no dia do acidente estava a trabalhar sozinho no telhado de um edifício novo de seis andares. quando dei fim ao meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 quilos de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo, decidi colocá-los dentro de um barril, com a ajuda de uma roldana, a qual, felizmente, estava fixada num dos lados do edifício, no 6 andar.

 

Desci, atei o barril com uma corda, fui para o telhado, puxei o barril para cima e coloquei os tijolos dentro. voltei para baixo, desatei a corda e segurei-a com força, de modo a que os 250 quilos de tijolos descessem devagar (notem que no quesito nº 11 indiquei que o meu peso é de 80 quilos).

 

Devido à minha surpresa, por ter saltado repentinamente do chão, perdi a minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda.

 

É desnecessário dizer que fui içado do chão à grande velocidade. Na proximidade do 3º andar, embati no barril que vinha a descer. isto explica a fratura no crânio e a clavícula partida.

 

Continuei a subir numa velocidade ligeiramente menor, não tendo parado até os nós, dos dedos das mãos, estarem entalados na roldana. felizmente, já havia recuperado a minha presença de espírito e consegui, apesar das dores, agarrar a corda. mais ou menos ao mesmo tempo, o barril, com os tijolos, foi ao chão e o fundo partiu-se. sem os tijolos, o barril pesava, aproximadamente, 25 quilos (refiro-me novamente ao meu peso indicado no quesito nº 11).

 

Como podem imaginar, comecei a descer rapidamente. Próximo ao 3º andar, dei de encontro com o barril, que vinha a subir. Isto justifica a natureza dos tornozelos partidos e das lacerações das pernas, bem como da parte inferior do corpo.

 

O encontro com o barril diminuiu a minha descida o suficiente para minimizar meus sofrimentos, quando caí em cima dos tijolos e, felizmente, só fraturei três vértebras.

 

lamento informar, no entanto, que, enquanto me encontrava caído sobre os tijolos, com dores, incapacitado de me levantar, a ver o barril acima de mim, perdi novamente a presença de espírito e larguei a corda. o barril pesava mais que a corda e, então, desceu e caiu por cima de mim, partindo-me as duas pernas.

 

Espero ter-lhes dado a informação solicitada quanto ao modo como ocorreu o acidente.

 

 


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