"Dance like no one is watching, love like you'll never be hurt, sing like no one is listening, and live like it's heaven on earth."- William Purkey
09
Ago 10
publicado por Muito Mais Branco, às 18:56link do post | comentar


Eu sou ‘meia’ mãe cigana, certo. Posso dizer que entre o 8 (cigana) e o 80 (ultra protectora) eu estarei nos vinte e cincos (give or take a few). Há mães exageradamente protectoras, mesmo ultra… lembro-me de uma mãe, que estava a passar férias, no mesmo hotel que eu, com o filho de 4 anos, o marido devia ter lá negócios pois só aparecia para jantar, que para além do puto ser obrigado a usar duas braçadeiras gigantescas, quase maiores que ele, do Mickey Mouse, com as orelhas e tudo, tinha sempre uma bóia à volta da cintura, mal se conseguia mexer, coitado, parecia o boneco da michelin, e, obviamente, usava um mega chapéu que lhe tapava tudo, até a visão, que, quando caia, a mãe disparava do sítio onde estava (normalmente a meio metro do puto, não fosse a bóia derreter com o calor e o puto afogar-se) para lhe enfiar imediatamente o chapéu, bem enfiadinho, orelhas e tudo.

 

Impreterivelmente comia um iogurte às 11 e depois outro às 16, e fazia a digestão (dos iogurtes) durante meia hora antes de voltar para a água. Claro que ainda fazia a sesta, depois do almoço… a mãe aproveitava a sesta para dormir também, ao lado do puto… sempre que o puto estava dentro de água, a mãe também estava, quando o puto saia, ela ia atrás.

 

Que confusão que me fazia aquilo. Eu observava do ginásio onde passava 20 minutos a correr na passadeira, e via a Xis que, tal como eu, é uma descaradona, ir muitas vezes ter com eles e meter conversa com o puto, atirava-lhe agua para ver se o miúdo ‘acordava’ e fazia-lhe travessuras, mas a mãe, qual leoa, punha-se na defesa da cria, e ‘mandava vir’ com a Xis, que não estava nem ai, e continuava as tropelias. Eu escolhi ignorar.

 

Quando apanhava sol, olhava de vez em quando para a mãe, na esperança de cruzar olhares com ela para lhe sorrir, qual pomba branca da paz, mas ela assim que se cruzava comigo fazia questão de mostrar o seu profundo desagrado e punha trombas como se me quisesse dizer ‘que raio de mãe és tu, que deixas a tua filha todo o dia na água enquanto bebes cervejas no bar ou vais para o ginásio correr’.

 

Maybe I’m wrong… mas aquela mãe era uma verdadeira pain in the ass… já estou a imaginar o puto a crescer agarrado as suas saias, daqueles que, mais tarde ficam, inevitavelmente, dependentes das namoradas e quando se casam, procuram uma mãe, alguém que trate deles, não propriamente uma Mulher. Esta mãe, que me olhava de lado, atravessada, desconsiderava-me e achava-me uma mãe inapropriada, está, no fundo, a condicionar o futuro do filho, o qual, só com muita sorte, não se tornará num homem dependente e imensamente machista….

Ou, vai na volta, é só uma tese minha para justificar o tipo de mãe que escolhi ser.

 

Agora vou ali à piscina dar umas ‘amonas’ à Xis para ver se ela espevita para a vida. Fui…


Amiga me faz um favor do tamanho do mundo: me espalha este pedido de medula, alias pedidos pelos teus conhecidos:

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tron a 15 de Agosto de 2010 às 02:32

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